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Obra Missionária de Evangelização e Acolhida Social Virgem do Carmo Peregrina

10/05/2017

Missa em Santa Marta- Resistência versus docilidade

Francisco observou imediatamente que a primeira leitura proposta pela liturgia, tirada dos Atos dos Apóstolos (11, 19-26), «começa com estas palavras: “Aqueles que foram dispersos pela perseguição que houve no tempo de Estêvão”». De facto, «depois do martírio de Estêvão desencadeou-se uma grande perseguição em Jerusalém e os crentes fugiram para toda a parte». Só «os apóstolos» permaneceram enquanto «os leigos partiram, espalharam-se: foram eles que levaram a boa nova de Jesus: espalhados». Portanto, uma perseguição, depois do martírio de Estêvão, que «repreendeu muitas vezes – tantas vezes! – a dureza de coração aos chefes, aos doutores da lei». E «a palavra mais forte que Estêvão repetia com frequência era precisamente “Vós resististes sempre ao Espírito Santo”»: resumindo, o pecado é «resistir ao Espírito Santo, fazer resistência ao Espírito Santo». «Recentemente – recordou o Papa – falámos muito sobre esta resistência ao Espírito Santo». «Hoje – observou – as leituras falam-nos de outro comportamento, o contrário: a docilidade ao Espírito Santo, que é a atitude dos cristãos». E assim, confidenciou referindo-se ao trecho dos Atos dos Apóstolos, «pergunto-me: aqueles que foram até à Fenícia, Chipre, Antioquia “não proclamavam a palavra a ninguém exceto aos judeus”» porque «ainda tinham esta mentalidade, que a salvação era para os judeus?». Contudo, no texto lê-se: «Mas alguns deles, habitantes de Chipre e de Cirene, entrando em Antioquia, dirigiram-se também aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus. E a mão do Senhor – o Espírito do Senhor – estava com eles». Deste modo «grande foi o número de quem recebeu a fé e se converteu ao Senhor», como referem os Atos. Por conseguinte esses cristãos, explicou o Pontífice, «deram o passo de anunciar Jesus Cristo aos pagãos com naturalidade, porque sentiam que o Espírito impelia a isto: foram dóceis». Portanto «foram os leigos a levar a palavra, depois da perseguição, porque possuíam esta docilidade ao Espírito Santo». A este propósito, confidenciou Francisco, «hoje gostaria de dizer algo sobre esta docilidade». O apóstolo Tiago, «no primeiro capítulo da sua carta, aconselha-nos a acolher com docilidade a palavra, a recebê-la como vem: a palavra que traz o Espírito». Eis que, acrescentou, é necessário «estarmos abertos, não fechados nem rígidos, mas abertos». E «o primeiro passo é acolher a palavra, o primeiro passo no caminho da docilidade é receber a palavra: abrir o coração, recebê-la, deixá-la entrar como a semente que depois brotará». Recebida a palavra, prosseguiu o Papa, «depois aprofunda-se um pouco» e «o segundo passo é conhecer a palavra: conhecer a palavra e conhecer Jesus». No Aleluia, observou, «cantámos: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, diz o Senhor, eu conheço-as e elas seguem-me”». Portanto «conhecem-me e seguem-me» diz o Senhor, como se lê no Evangelho de João (10, 22-30) proposto pela liturgia. «O rebanho não segue os salteadores, nem os que não entram pela porta», frisou o Papa, insistindo na palavra «“conhecer”: conhecem, pela força do Espírito, porque são dóceis ao Espírito, qual é a palavra de Jesus». «O terceiro passo é a familiaridade com a palavra», disse Francisco. De facto, é importante «trazer sempre connosco a palavra, lê-la, abrir o coração à palavra, abrir o coração ao Espírito que é quem nos faz compreender a palavra». E «o fruto deste receber a palavra, de conhecer a palavra, de a trazer connosco, desta familiaridade com a palavra, é grande: a atitude de uma pessoa que segue isto é animada por bondade, benevolência, alegria, paz, domínio de si, mansidão». Em resumo, «tudo o que o apóstolo Paulo diz aos Gálatas no capítulo cinco da sua carta». «O estilo que nos dá a docilidade ao Espírito é este» explicou o Pontífice, mas «devo receber o Espírito que me leva à palavra com docilidade, e esta docilidade, não fazer resistência ao Espírito, levar-me-á àquele modo de viver, de agir». Portanto, a estrada reta é «receber com docilidade a palavra, conhecer a palavra e pedir ao Espírito a graça de a fazer conhecer». Depois «dar espaço para que esta semente brote e cresça naquelas atitudes de bondade, mansidão, benevolência, paz, caridade, domínio de si: tudo o que constitui o estilo cristão». Os Atos dos Apóstolos, afirmou Francisco, dizem-nos que «quando a notícia daqueles que, provenientes de Chipre e de Cirene, anunciavam a palavra aos pagãos chegou a Jerusalém, também eles ficaram um pouco assustados e mandaram Barnabé a Antioquia: “O que acontece? Estes estão a arruinar a fé, por que pregam a palavra a um pagão, a alguém incircunciso? Como é possível que não são os apóstolos a pregá-la mas essas pessoas que não conhecemos?”». E «é bom», comentou o Papa, o que se lê nos Atos: «Enviaram então Barnabé a Antioquia. Ao chegar lá, alegrou-se, vendo a graça de Deus, e a todos exortava a perseverar no Senhor com firmeza de coração». Barnabé, referem os Atos, era «um homem de bem e cheio do Espírito Santo». Assim há «o Espírito que nos guia a não errar, a acolher com docilidade o Espírito, a conhecer o Espírito na palavra e a viver segundo o Espírito». Uma atitude que «é o contrário» em relação «às resistências que Estêvão repreendia aos chefes, aos doutores da lei: “Vós resististes sempre ao Espírito Santo”». Depois, Francisco sugeriu que nos perguntemos «se resistimos ao Espírito», se «lhe pomos resistência ou se o acolhemos com docilidade, esegundo a palavra de Tiago: “acolhei com docilidade”». Em síntese, poder-se-ia dizer «resistência versus docilidade», afirmou o Papa, convidando a pedir a graça de ser dócil. «E um pouco fora da homilia – concluiu o Pontífice – gosto de dizer isto, que é o modo como termina a leitura: em Antioquia, pela primeira vez os discípulos foram chamados “cristãos”. É bonito isto, mas rezemos por Antioquia».
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