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Obra Missionária de Evangelização e Acolhida Social Virgem do Carmo Peregrina

12/12/2017

Hoje é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América

Em 9 de dezembro de 1531, a Virgem apareceu a um humilde índio convertido ao cristianismo, chamado Juan Diego, em um lugar denominado Tepeyac. Maria se apresentou como “a perfeita sempre Virgem Santa Maria, Mãe do verdadeiro Deus”. A Rainha do Céu lhe encomendou que, em seu nome, pedisse ao Bispo, o franciscano Juan de Zumárraga, a construção de uma Igreja no lugar da aparição. O Bispo não aceitou a ideia e a Virgem pediu a Juan Diego que insistisse. No dia seguinte, ele voltou a encontrar o Prelado, que o examinou na doutrina cristã e lhe pediu provas objetivas do prodígio. Na terça-feira, 12 de dezembro, a Virgem apareceu e consolou Juan Diego, dizendo: “Não tema…”, porque seu tio já estava curado. Logo, convidou-o a subir ao topo da colina de Tepeyac para colher algumas flores e trazê-las para Ela. Apesar da estação de inverno e da aridez do lugar, São Juan Diego encontrou flores muito belas e colocou-as em sua “tilma”. A Virgem, então, mandou que ele as apresentasse ao Bispo. Estando na frente do Prelado, o santo abriu sua “tilma” e deixou cair as flores. Na manta apareceu a imagem da Virgem de Guadalupe. O Bispo e os demais presentes caíram de joelhos com grande assombro. Em seguida, o Bispo pediu perdão. No dia seguinte, foram ao monte Tepeyac, onde imediatamente as pessoas se ofereceram para elevar o templo. Juan Diego pediu permissão e foi pressurosamente ver seu tio Juan Bernardino, que tinha estado com a saúde muito debilitada. Ao chegar, viu que seu parente estava recuperado. Ali, Juan Diego lhe contou o acontecido e o tio respondeu dizendo que a Virgem também lhe tinha aparecido e que havia pedido que contasse ao Bispo sobre sua cura. Com o manto, a Virgem trouxe reconciliação entre nativos e espanhóis porque, com os símbolos que ali apareciam, as duas culturas podiam entender perfeitamente a mensagem do Céu. Do mesmo modo, ajudou-lhes a compreender que a fé cristã não é propriedade de ninguém, a não ser um dom de amor para todos. Nos 7 anos depois das aparições, houve uma conversão de 8 milhões de nativos – o que representa uma média de 3 mil homens por dia e que faz recordar a pregação de São Pedro no dia do Pentecostes, no qual também se converteram 3 mil homens. A cada ano, aproximam-se da venerada imagem cerca de 20 milhões de fiéis e, no dia de sua festa, calcula-se que quase três milhões vão ao santuário. “Quero muito, ardo de desejo de que aqui tenham a bondade de construir-me um pequeno templo, para ali O revelar a vocês, engrandecendo-O e entregar vocês a Ele, a Ele que é todo o meu amor, a Ele que é meu olhar compassivo, Àquele que é meu auxílio, Àquele que é minha salvação”, disse a Virgem do Guadalupe a São Juan Diego. “Porque em verdade, tenho a honra de ser a mãe misericordiosa de todos vocês; tua e de todos os povos aqui nesta terra unidos e dos demais diferentes homens, que me amam, os que a mim clamam, os que me buscam, os que me honram confiando em minha intercessão. Porque ali estarei sempre disposta a escutar seu pranto, sua tristeza, para purificar, para curar todas as suas variadas misérias, suas penas, suas dores”, acrescentou a Mãe das Américas.
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