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05/01/2018

Vaticano recorda dois bispos chineses falecidos que enfrentaram o comunismo

Dom Luca Li Jingfeng foi o único bispo reconhecido de maneira oficial pelo governo chinês, embora não pertencesse à chamada igreja patriótica (a que é controlada pelo governo), e foi convidado a participar dos sínodos de 2005 e 2012, apesar de não ter podido ir porque as autoridades do país não permitiram. Morreu no dia 17 de novembro, às 7h20 (hora local), depois de uma longa enfermidade. Seu funeral aconteceu no dia 25 do mesmo mês e foi sepultado na catedral de Fengxiang. Trata-se de uma diocese com 23 mil fiéis, cerca de 40 sacerdotes, 20 religiosos franciscanos menores e algumas religiosas. Nasceu em 1921, em uma família católica, e tinha 7 irmãos. Foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1947. Entre outras funções, serviu como reitor do seminário diocesano de 1956 a 1959. O Bispo foi feito prisioneiro e condenado a trabalhos forçados durante 20 anos pelas autoridades chinesas, por enfrentar as autoridades comunistas. Foi libertado em 1979 e consagrado Bispo Coadjutor de Fengxiang em 14 de fevereiro de 1983. Depois, foi nomeado Bispo titular da mesma diocese. Finalmente, foi reconhecido pelo governo chinês em 2004 sem precisar aderir à igreja oficial e, em 2010, teve que se aposentar devido a uma doença. O Vaticano recordou que “defendeu sempre com firmeza os princípios doutrinais da Igreja Católica, opondo-se à intromissão indevida da política em questões eclesiásticas e mantendo a abertura ao diálogo e à mediação”. Por sua parte, Dom Mattia Yü Chengxing foi Bispo Auxiliar da Diocese de Hanzhong, que conta com cerca de 43 mil fiéis, 40 sacerdotes e 2 congregações religiosas femininas. Nasceu em 1928, em uma família católica. Seu irmão Bartolomeu Yü Chengxin foi Bispo da mesma diocese e uma irmã sua se consagrou à vida religiosa. Formou-se no Seminário menor de Hanzhong, onde ingressou em 1950, e depois no Seminário maior de Kaifeng, até 1956. Recebeu a ordenação sacerdotal em 10 de dezembro de 1981 e desenvolveu várias tarefas pastorais nas áreas de Fengjiaying, Wangjiabao e Shangyuanguan. Em 12 de dezembro de 1989, foi ordenado Bispo Coadjutor de Hanzhong. Desde 2007 estava incapacidade por causa de um acidente vascular cerebral. “Dom Yü Chengxin, para favorecer a reconciliação e a comunhão na Diocese de Hanzhong, não exerceu nunca seu ministério episcopal e continuou atuando como um simples sacerdote, oferecendo seus próprios sofrimentos pela Igreja local”, recorda a Sala de Imprensa do Vaticano.
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