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Obra Missionária de Evangelização e Acolhida Social Virgem do Carmo Peregrina

10/01/2018

O que a Igreja Católica ensina sobre a eutanásia?

Para o informativo da Arquidiocese da Cidade do México, “a Sagrada Escritura é clara ao assinalar que a vida é um dom de Deus e só Ele tem o poder para dá-la ou tirá-la. Sob esta ideia, toda pessoa, instituição ou governo devem fazer todo o possível para ajudar a conservar a própria vida e a dos demais”. Por isso, sublinhou, “não é possível que nenhuma pessoa, instituição ou governo considere que tem direito de tirar a vida de outra pessoa”. “O que seria da humanidade se alguém se atrevesse a dizer quem deve viver e quem não deve?”, questionou. O informativo católico mexicano assinalou que, na atualidade, “considera-se que a pessoa morreu quando é declarada morte cerebral. Quando isso acontece, embora os órgãos do corpo continuem funcionando, considera-se que a pessoa já morreu”. “Nestes casos, é apropriada a doação de órgãos para ajudar a fim de que outros continuem vivendo”, destacou. Entretanto, advertiu, “enquanto o cérebro seguir funcionando, considera-se que a pessoa se mantém viva, apesar de ter perdido a motricidade (movimento), sensibilidade, coincidência (aparentemente) e capacidade de comunicação”. “A Igreja pede que se façam todos os esforços possíveis para ajudar a que a pessoa se mantenha com vida”, recordou. O SIAME indicou que atualmente influencia “nas decisões para conservar ou tirar a vida o tema da dor e do sofrimento. Parece que com dor não vale a pena viver”. “Isto reflete o pensamento de uma sociedade na qual só são bem vistos o conforto e o prazer; na qual a dor e o sofrimento parecem não ter lugar”, assinalou. “Porém, qual seria a medida da dor? Até onde se poderia ou teria que suportar? O que dói mais, a dor física ou a dor moral? Nesse sentido, a Sagrada Escritura e a Igreja ensinam que a dor e o sofrimento são parte da própria vida e podem ter um sentido redentor”. O informativo da Arquidiocese do México sublinhou que, “se a ciência dita que uma pessoa está viva e deixa de administrar-lhe a ajuda necessária para que continue vivendo, no fundo está se cometendo o delito do assassinato, embora o disfarce de ‘não se estar matando, mas deixando a pessoa morrer’”. “Isso seria comparável a deixar um bebê morrer de fome, o qual ainda não é capaz de obter o alimento por si mesmo, e depois alegar que não o matou, mas que o pequeno morreu por sua culpa ou desejo”. O SIAME concluiu assegurando que “é inconcebível, e claramente imoral, que a Constituinte tenha tornado direito o que na verdade é um delito”.
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