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19/07/2017

A incrível história de um sacerdote ordenado em um campo de concentração nazista

Karl Leisner nasceu na Alemanha em 1915 e cresceu na cidade de Cléveris. Desde jovem sentiu o chamado ao sacerdócio e ingressou no seminário de Munique quando tinha 19 anos. Nesse tempo, também se uniu ao movimento apostólico de Schoenstatt, ao qual pertenceu até a sua morte. Em 1939, foi ordenado diácono, mas contraiu tuberculose e teve que ser internado em um hospital. Em novembro desse mesmo ano, Leisner foi preso pela Gestapo, a polícia secreta nazista, porque um companheiro o delatou por criticar Hitler. Foi transferido a uma prisão na cidade de Freiburg e, em 14 de dezembro de 1941, os nazistas o enviaram ao campo de concentração de Dachau. Em seu livro, Zeller assinalou que entre os anos de 1938 e 1945, foram enviados a esse campo de concentração 2576 sacerdotes, seminaristas e monges católicos. Desses, 1034 faleceram nessa prisão. Zeller indicou que nesse local os nazistas se dedicavam a “desumanizar e degradar os prisioneiros” e afirmou que “o campo de Dachau continua sendo o maior cemitério de sacerdotes católicos no mundo”. As duras condições de vida do campo de concentração fizeram com que a saúde de Leisner piorasse. Entretanto, o jovem nunca perdeu a alegria. Segundo narra uma biografia sua publicada no site de Schoenstatt, o beato era “capaz de alegrar e atrair os outros” e animava os prisioneiros tocando o violão que seus amigos conseguiram lhe enviar. A tuberculose o debilitava cada vez mais e o jovem sentia que se reduziam as possibilidades de que fosse ordenado sacerdote. Mas, tudo mudou quando o Bispo da Diocese francesa de Clermont-Ferrand, Dom Gabriel Piguet, chegou como prisioneiro em 6 de setembro de 1944. Como somente o bispo pode conceder a ordenação sacerdotal, Leisner pediu a um sacerdote belga, Pe. Leo de Coninck, que intercedesse em seu favor ante Dom Piguet. O Prelado aceitou com a condição de que esta ordenação tivesse a autorização do Arcebispo de Munique, Cardeal Michael Faulhaber, porque era a ele que Leisner devia obediência. O trâmite para conseguir a autorização foi realizado por uma jovem chamada Josefa Imma Mack, que anos mais tarde se tornaria religiosa. Mack conhecia os sacerdotes e religiosos que estavam presos em Dachau porque alguns desses vendiam às pessoas as flores e frutas que cultivavam lá. O ‘Catholic Herald’ narrou que esta jovem conseguiu entregar aos prisioneiros as cartas nas quais o Cardeal Faulhaber concedia a autorização para ordenar Leisner sacerdote. Conseguiu inclusive o óleo do crisma, uma estola e os livros litúrgicos. Graças à intervenção diplomática do Vaticano, os nazistas autorizaram que se construíssem uma capela no Bloco 26 do campo de concentração de Dachau. O sacrário, o altar, os bancos e os candelabros foram elaborados com materiais disponíveis na prisão. A primeira Missa foi celebrada em 21 de janeiro de 1941. Em seu livro, Guillaume Zeller descreveu que a cerimônia de ordenação do Beato Leisner, realizada em 17 de dezembro de 1944, “teve um impacto duradouro entre os sacerdotes que estiveram presentes”. Nesse dia, o jovem diácono usava a alva sobre o uniforme de listras que os prisioneiros usavam. Até mesmo alguns dos paramentos do Bispo, como a casula e a mitra, foram feitos pelos próprios sacerdotes prisioneiros. A ordenação de Leisner também motivou vários gestos de solidariedade por parte de protestantes e judeus. Um grupo de pastores ajudou a organizar a cerimônia e um violinista judeu se ofereceu para tocar perto da capela para gerar uma distração. Dom Piguet escreveu em suas memórias que ao presidir a celebração sentiu “como se esta tivesse sido na minha catedral ou na capela do meu seminário. Nada, não faltava nada no que diz respeito à grandeza religiosa de tal ordenação, que é provavelmente única nos anais da história”. Pe. Leisner presidiu sua primeira e única Missa em 26 de dezembro de 1944, porque sua saúde se agravou. Foi libertado do campo de concentração em 4 de maio de 1945, cinco meses depois de sua ordenação. Nessa época, sua doença estava na fase final e passou as últimas semanas de sua vida em um hospital em Munique, onde faleceu rodeado por sua família em 12 de agosto daquele mesmo ano. As últimas palavras que escreveu em seu diário foram: “Abençoa, oh Altíssimo, também os meus inimigos!”. Pe. Karl Leisner foi beatificado por São João Paulo II em 23 de junho de 1996, em Berlim, junto com Pe. Bernhard Lichtenberg, que faleceu em 1943, enquanto era transferido para Dachau.
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23/11/2017
Ex-gay italiano se converteu pela intercessão de Maria e hoje é pai de família
Luca di Tolve ganhou o ‘Mister Gay’ na Itália, nos anos 1990, mas a sua história ficou conhecida no mundo depois que o cantor Giuseppe Povia escreveu a música ‘Luca era gay’. Agora escreveu o livro ‘Eu era gay’, no qual explica porque e como mudou radicalmente de vida. Em entrevista concedida ao Grupo ACI, Luca di Tolve conta que teve uma infância muito difícil. “Meus pais sempre discutiam e depois de algum tempo se separaram. A minha mãe me criou sozinha e, quando chegava tarde do trabalho, eu ficava com uma família vizinha, onde todas eram meninas e criticavam o meu pai porque tinha nos abandonado”, explica.

22/11/2017
Sínodo dos Bispos sobre jovens já tem data e relator será um Cardeal brasileiro
O próximo Sínodo dos Bispos sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” será realizado entre os dias 3 e 28 de outubro de 2018, segundo anunciou a Santa Sé através de um comunicado de imprensa, no qual informou ainda que o relator geral será o brasileiro Cardeal Sérgio da Rocha. A Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos divulgou a data no final da reunião do seu XIV Conselho Ordinário, que aconteceu na Cidade do Vaticano nos dias 16 e 17 de novembro, presidida pelo Papa Francisco.

21/11/2017
A civilização humana começa no ventre da mãe, afirma Cardeal
O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), Cardeal Daniel DiNardo, incentivou a “amar e proteger a vida humana inocente desde o momento que Deus a cria” e assegurou que “a civilização começa no ventre”. Em sua mensagem aos bispos dos Estados Unidos, em 13 de novembro, durante a Assembleia Geral da USCCB de 2018, o Cardeal DiNardo os encorajou a se unirem ao Papa Francisco para apoiar uma reforma migratória integral, promover políticas pró-vida que respeitem a dignidade humana e mantenham as famílias unidas.

20/11/2017
Papa Francisco: Na fragilidade dos pobres há uma força salvífica
“Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais”, afirmou o Papa Francisco durante a Missa por ocasião do 1º. Dia Mundial dos Pobres instituído pelo mesmo Pontífice. Na manhã de hoje, Francisco presidiu uma Eucaristia em que muitos pobres participaram e também disse que “Nos pobres manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, se fez pobre”. “Por isso neles, na sua fragilidade, há uma força salvífica. E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso passaporte para o paraíso”.

19/11/2017
Bispo responde a manifestantes que relacionam a Virgem Maria ao aborto
Recentemente começou a circular nas redes sociais uma foto na qual uma mulher segura uma placa associando a Virgem Maria ao aborto; frente a esta imagem o Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, Dom Antônio Carlos Keller, deu uma resposta que contou logo com a adesão de muitos católicos. A foto em questão foi postada no Facebook no dia 13 de novembro por Letícia Bahia, diretora institucional da revista online feminista ‘AzMina’. Na imagem, uma senhora segura a placa com a afirmação: “Até Maria foi consultada para ser mãe de Deus. Católicas na luta pelo aborto legal e seguro”.


 

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