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19/09/2017

Deus esteve sempre comigo, disse sacerdote sequestrado 18 meses por jihadistas

O sacerdote começou recordando as religiosas assassinadas e não pôde deixar de chorar durante alguns instantes depois de ver algumas das Irmãs da Congregação entre os presentes. “Estou feliz em vê-las. Minhas condolências a todas”, disse chorando. “Agradeço a Deus por este dia, porque me manteve bem, saudável, com uma consciência clara”, acrescentou. O sacerdote explicou que nos 18 meses de sequestro “esteve muito bem, nunca me apontaram nenhuma arma”. “Fui levado de carro a vários lugares. Não tive medo, nunca chorei. Eu não fui maltratado. Deus e Jesus estiveram comigo”. Pe. Tom disse que uma vez teve acesso à Eucaristia, pois os jihadistas levaram alguns dos objetos da capela, entre eles o tabernáculo onde estava o Corpo de Cristo. “Desde o principio, pensei que nada poderia acontecer comigo se Deus não permitisse. Nem um cabelo da cabeça cai sem a sua permissão. Essas palavras vieram a minha mente e me fortaleceram”. O salesiano quis deixar claro em diferentes ocasiões que em nenhum momento foi torturado nem sofreu “nenhuma injúria” dos sequestradores. “Não sabia onde estava e nem quem eram os meus sequestradores e qual o grupo que havia me sequestrado. Quando me levaram a uma das casas – estive pelo menos em três lugares diferentes – inclusive me disseram que tinham médicos e que iriam cuidar de mim”. “Eu tinha um quarto, uma cama, me davam almoço e podia ir ao banheiro”, contou aos jornalistas. Os sequestradores lhe pediram os números de telefone e contatos para advertir sobre o seu sequestro e “parece que eles queriam dinheiro”. “Eles me perguntaram: ‘Quem pode ajudá-lo? O teu país pode te ajudar sair daqui? O Papa pode fazer alguma coisa por você?’”. No dia seguinte, afirma que “enviaram o primeiro vídeo no qual se confirma que fui sequestrado”. “Um deles disse: ‘Nós pensamos que o teu país (Índia) não reagiria, mas regiram’”. Outro lugar onde permaneceu preso foi em uma região montanhosa e mais tarde em outro local que não conhece. “Em um dos vídeos que filmaram, parecia que me maltratavam, mas não era verdade. Eles me disseram que seria um fingimento e enviaram-no para aumentar o interesse”. Aniversário em cativeiro O sacerdote repetiu várias vezes: “Deus esteve comigo, muitas pessoas rezaram e o fruto disso é que eu permaneci bem e fiquei tranquilo durante esse tempo”. A relação com os seus sequestradores não era ruim e revela até mesmo que um dia lhe perguntaram a sua idade. “‘Quantos anos você tem?’. Eu tinha 58 anos. Disseram-me: ‘Não se preocupe, você viverá até os 85’”. “Em 18 de agosto comemorei o meu aniversário, o segundo em cativeiro. Agora tenho 59 anos. Se me perguntam o que eu fazia todos os dias, posso dizer que permaneci no quarto, podia fazer o que eu queria”. “Deus inspirou para me dessem o necessário, sou o que sou porque Deus cuidou de mim. Dormia bem e durante o dia rezava pelo Papa, pelos bispos, pelo meu superior, pelas pessoas que morreram e pelas que estavam vivas. Celebrava a Missa espiritualmente. Rezava por tantas pessoas que havia conhecido. Também pelos sequestradores e, claro, pelas irmãs que morreram”. Além disso, contou que todos os dias antes de dormir “agradecia por ter vivido mais um dia e não ter outras preocupações”. “Nunca chorei, inclusive quando filmavam os vídeos e me pediram para chorar, eu não conseguia. Queriam mostrar algo trágico”. O sacerdote acrescentou que não sabe muito bem quem ajudou na sua libertação, nem exatamente o que os jihadistas queriam que ele fizesse, mas sabe que o governo indiano, o Vaticano e o sultanato de Omã estiveram envolvidos na sua libertação. Encontro com o Papa Sobre o seu encontro com o Pontífice, explicou que “nunca tinha estado com o Papa Francisco”. “Rezava todos os dias por ele. Fiquei muito emocionado com a reunião. Ele é o Vigário de Cristo. O Papa beijou minhas mãos e me sinto indigno. Disse que tinha rezado por mim. Os sequestradores às vezes me diziam: ‘O Papa diz que em breve você será libertado’, mas em seguida não acontecia nada, embora eu soubesse que a Igreja e o mundo estavam preocupados comigo”. Em relação ao seu futuro, garante: “Estou a serviço de Deus e disponível para o que Ele quiser”. Depois de realizar mais exames médicos e conseguir o passaporte indiano, voltará para a sua casa com a sua família e continuará a sua vida como salesiano, longe do cativeiro infligido pelos jihadistas.
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23/11/2017
Ex-gay italiano se converteu pela intercessão de Maria e hoje é pai de família
Luca di Tolve ganhou o ‘Mister Gay’ na Itália, nos anos 1990, mas a sua história ficou conhecida no mundo depois que o cantor Giuseppe Povia escreveu a música ‘Luca era gay’. Agora escreveu o livro ‘Eu era gay’, no qual explica porque e como mudou radicalmente de vida. Em entrevista concedida ao Grupo ACI, Luca di Tolve conta que teve uma infância muito difícil. “Meus pais sempre discutiam e depois de algum tempo se separaram. A minha mãe me criou sozinha e, quando chegava tarde do trabalho, eu ficava com uma família vizinha, onde todas eram meninas e criticavam o meu pai porque tinha nos abandonado”, explica.

22/11/2017
Sínodo dos Bispos sobre jovens já tem data e relator será um Cardeal brasileiro
O próximo Sínodo dos Bispos sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” será realizado entre os dias 3 e 28 de outubro de 2018, segundo anunciou a Santa Sé através de um comunicado de imprensa, no qual informou ainda que o relator geral será o brasileiro Cardeal Sérgio da Rocha. A Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos divulgou a data no final da reunião do seu XIV Conselho Ordinário, que aconteceu na Cidade do Vaticano nos dias 16 e 17 de novembro, presidida pelo Papa Francisco.

21/11/2017
A civilização humana começa no ventre da mãe, afirma Cardeal
O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), Cardeal Daniel DiNardo, incentivou a “amar e proteger a vida humana inocente desde o momento que Deus a cria” e assegurou que “a civilização começa no ventre”. Em sua mensagem aos bispos dos Estados Unidos, em 13 de novembro, durante a Assembleia Geral da USCCB de 2018, o Cardeal DiNardo os encorajou a se unirem ao Papa Francisco para apoiar uma reforma migratória integral, promover políticas pró-vida que respeitem a dignidade humana e mantenham as famílias unidas.

20/11/2017
Papa Francisco: Na fragilidade dos pobres há uma força salvífica
“Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais”, afirmou o Papa Francisco durante a Missa por ocasião do 1º. Dia Mundial dos Pobres instituído pelo mesmo Pontífice. Na manhã de hoje, Francisco presidiu uma Eucaristia em que muitos pobres participaram e também disse que “Nos pobres manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, se fez pobre”. “Por isso neles, na sua fragilidade, há uma força salvífica. E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso passaporte para o paraíso”.

19/11/2017
Bispo responde a manifestantes que relacionam a Virgem Maria ao aborto
Recentemente começou a circular nas redes sociais uma foto na qual uma mulher segura uma placa associando a Virgem Maria ao aborto; frente a esta imagem o Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, Dom Antônio Carlos Keller, deu uma resposta que contou logo com a adesão de muitos católicos. A foto em questão foi postada no Facebook no dia 13 de novembro por Letícia Bahia, diretora institucional da revista online feminista ‘AzMina’. Na imagem, uma senhora segura a placa com a afirmação: “Até Maria foi consultada para ser mãe de Deus. Católicas na luta pelo aborto legal e seguro”.


 

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