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07/01/2018

Debate sobre aborto não passa de propaganda em defesa da prática, alerta filósofo

“Não analisa pessoas, analisa ideias. Como o tema do aborto evolve muito sentimento, muita paixão, muita polêmica e, por isso, muito ruído, foi preciso separar o joio do trigo”, indicou. No livro, Razzo apresenta em um dos capítulos as “Imposturas intelectuais e políticas: a propaganda pró-aborto”. Conforme assinalou em entrevista à ACI Digital, “há uma complexa rede formada por entidades nacionais e internacionais, governamentais, intergovernamentais e não-governamentais que atua na defesa do aborto há pelo menos meio século”. O autor explicou que o termo “debate” significa “confronto franco e paciente de ideias conduzido por regras claras de argumentação”. Porém, “no contexto retórico de uma sociedade relativista, passa a significar nada mais nada menos do que ‘necessidade de divulgar com extrema urgência uma agenda’. Não há debate, o que promovem é puro proselitismo”. Assim, recordou que “o momento histórico decisivo para essa mudança semântica deve ser rastreado pelo menos até o caso Roe vs. Wade, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos, em 1973, julgou procedente que a mulher tem o direito de interromper a gravidez”. “No tema do aborto, a proteção do direito à vida do nascituro foi desacreditada pelos ideais de liberdade sexual e direito reprodutivo das mulheres. Criou-se, assim, a falsa dicotomia entre dois direitos: vida e liberdade. Como se o direito à vida do embrião violasse o sacrossanto direito à liberdade sexual da mulher”, pontuou. Razzo lembrou que “meia década antes do julgamento, o ocidente era agitado pelas revoluções culturais de 1968”. Assim, este caso “precisa ser visto como um divisor de águas e compreendido na perspectiva filosófica correta: o sintoma da degradação moral que a década de 60 representa”. “A liberação do aborto não é a causa, mas um dos efeitos das grandes crises espirituais geradas pelo século XX”, acrescentou. Entretanto, o autor pontuou que também em 1968 foi publicado “um dos mais importantes documentos da Igreja Católica sobre natalidade”, Humanae Vitae, do Papa Paulo VI, no qual o Pontífice ressaltou “o gravíssimo dever de transmitir a vida humana”. “A ideia de direitos reprodutivos das mulheres subverte essa gravidade ao criar a falsa impressão de que a vida humana não passa de uma banalidade”, assinalou. Ao lançar o olhar sobre a realidade brasileira, Razzo destacou que “do ponto de vista retórico, as entidades envolvidas com a legalização do aborto no Brasil não passam de cópias de algumas entidades internacionais”, indicando como “as mais famosas e atuantes” a “Anis - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, Católicas Pelo Direito de Decidir e o GEA - Grupo de Estudos sobre o Aborto”. “De alguma forma – observou –, todas essas entidades estão ligadas à pressão que o Supremo Tribunal Federal tem sofrido – e em alguns casos até cedido (ADPF 54 que julgou o aborto para caso de anencefalia) – para liberar o aborto, o que é um absurdo, já que o aborto é tema do Poder Legislativo e não do Judiciário”. “Como membros da sociedade civil é óbvio que essas pessoas têm todo direito de se organizarem e de defenderem o que acreditam ser o melhor para sociedade. O problema – e é isso que busco avaliar no livro – está na estratégia utilizada: dissimulação, manipulação de dados, mentira e muita retórica”. E, para fazer frente a esta realidade, o autor explicou que, primeiramente é preciso entendê-la, “pelo menos em dois níveis em que a defesa do aborto ocorre: história das ideias e moral”. “Não dá para fazer frente ao problema do aborto sem antes mergulhar na história da cultura que legitima moralmente o aborto. Por isso, não se trata de condenar quem vive atualmente o dilema moral do aborto. É preciso, antes, investigar o fundamento das crenças que governam escolhas abortivas”. Nesse sentido, precisou, “todas outras questões são secundárias, principalmente a ideia tão divulgada quanto batida de que o aborto não passa de um problema de saúde pública. Se o aborto é uma decisão – e não uma doença –, então, antes de ser um problema de saúde pública, deve-se perguntar pelas crenças que justificam essa decisão”. Assim, em ‘Contra o Aborto’, Razzo afirmou que o leitor encontrará “um livro de filosofia moral”, que “pretende fazer duas perguntas: O que é morto em um aborto? São boas as razões para se legitimar o aborto? E responder filosoficamente a elas, isto é, oferecer bons argumentos para afirmar que uma pessoa morre no aborto e que não há boas razões para defender o direito de uma mulher interromper a gravidez”.
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24/01/2018
Papa ao Fórum de Davos: o homem no centro para uma economia inclusiva
Mensagem de Francisco foi enviada ao presidente-executivo do Fórum, Klaus Schwab, e lida pelo card. Turkson. As inovações tecnológicas devem ser utilizadas “para a proteção da nossa casa comum”. Em especial, a inteligência artificial e a robótica devem estar a serviço da humanidade, e não ser uma ameaça “como algumas avaliações infelizmente preveem”. Este é o apelo lançado pelo Papa Francisco na carta enviada ao Fórum Econômico Mundial, que se realiza em Davos de 23 a 26 de janeiro.

23/01/2018
Papa a jornalistas a bordo: no Chile e Peru contagiado pela fé do povo
Há países na América Latina com políticas liberais que os levaram a uma pobreza maior ainda. Em geral, uma política liberal que não envolve todo o povo é seletiva e leva a um enfraquecimento. No voo de retorno a Roma o Papa fala com os jornalistas sobre a viagem ao Chile e Peru.

22/01/2018
Francisco despede-se do Peru: “Levo vocês no coração"
Na conclusão de suas palavras o Santo Padre falou mais uma vez de esperança: “vocês têm tantos motivos para esperar! Vi-o, toquei-o com a mão nestes dias. Conservem a esperança.

21/01/2018
Papa: ser ricos de memória nos liberta da tentação de messianismos
Após almoçar no Arcebispado de Trujillo e visitar a Catedral de Santa Maria, o Papa Francisco foi ao “Colégio Seminário” para encontrar os sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas das Circunscrições eclesiásticas do norte do Peru. O Colégio tem 390 anos e é dedicado aos Santos Carlos e Marcelo. Fundado em 1625 como casa de formação para sacerdotes, atualmente é voltado à educação de jovens do primeiro e segundo grau.

20/01/2018
Papa: corrupção é um “vírus social” na América Latina
No discurso às autoridades peruanas, Francisco falou da corrupção como forma sutil de degradação do meio ambiente que contamina progressivamente todo o tecido vital.


 

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